sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SOMENTE O AMOR

        Cada criatura vive no centro das realizações dos seus próprios pensamentos, como a raiz da árvore se mantém sob o tronco e a ramaria que nutriu e desenvolveu.
        Todos estamos limitados, por isso, à extensão da onda mental que somos suscetíveis de criar e desenvolver.
        Ninguém penetrará o domínio das forças que não compreende.
        A percepção instintivas do irracional está longe de entender o palácio de princípios superiores que regem a vida dos homens, tanto quanto os homens se acham distantes do ingresso espiritual no santuário divino das leis que dirigem a vida dos anjos.
        Quem se encarcera na escuridão, não segue além das trevas; quem se rende ao mal, com as dívidas do mal se confunde.
        É por essa razão que Jesus nos descortinou os horizontes do amor, com as únicas sendas capazes de alargar os limites de nossa comunhão com as fontes mais altas da vida.
        Somente quem auxilia sempre adquire o tesouro da simpatia com que pagará, feliz, o tributo da ascensão.
        Somente quem perdoa consegue libertar-se para as experiências de ordem superior.
        Somente quem exerce o ministério da fraternidade real encontra na Terra o seu próprio lar e na Humanidade a sua própria família.
        Somente quem ama quebra os grilhões da sombra.
        Ainda que com extrema dificuldade, ambientemos a plantação do amor, no solo de nossas almas.
        Só o amor consegue romper as algemas de nossos compromissos com a animalidade e só ele nos fará suficientemente fortes e valorosos, para vencer os percalços e limitações do cubículo da carne, orientando-nos no caminho da sublimação imortal.

(“DE URGÊNCIA”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

OLHAI OS LÍRIOS

“...Considerai como crescem ao lírios do campo...” – Jesus (Mateus, 6:28)

“Olhai os lírios do campo ...” - exortou-nos Jesus.

A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.
O lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, na próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.
Não fiam nem tecem para mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.
Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitem-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.
Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.
Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.
E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.
Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Aulas da Vida" - EDIÇÃO IDEAL