Decerto que o Senhor nos terá advertido contra os riscos do julgamento, observando-nos a inclinação espontânea para projetar-nos em assuntos alheios.
Habitualmente, perante os nossos irmãos em experiências difíceis, estamos induzidos a imaginar neles o que sentimentos e pensamos acerca de nós próprios.
Encontramos determinada criatura acusada desse ou daquele delito; para logo, freqüentemente, passamos a mentalizar como teria sido a falta praticada, fantasiando minudências infelizes a fim de agravá-la, quando muitas vezes a pessoa indicada tudo promoveu de modo a poupar a suposta vítima, resistindo-lhe às provocações até as últimas conseqüências.
Surpreendemos irmãos considerados em desvalia moral; e de imediato, ao registrar-lhes o abatimento, ideamos quadros reprováveis de conduta sobre as telas de inquietude em que terão entrado, emprestando-lhes ao comportamento o comportamento talvez menos digno que teríamos adotado na problemática de ordem espiritual em que se acharam envoltos, quando, na maioria das ocasiões, são almas violadas por circunstâncias cruéis, à feição de aves desprevenidas, sob o laço do caçador.
Abstenhamo-nos de julgar os irmãos supostamente caídos.
O Senhor suscitou a formação de juízes na organização social do mundo para que esses magistrados estudem os processos em que nos tornemos possíveis de corrigenda ou segregação, conforme o grau de periculosidade que venhamos a apresentar na convivência uns com os outros.
Por outro lado, os princípios de causa e efeito dispõem da sua própria penalogia ante a Divina Justiça.
Cada qual de nós traz em si e consigo os resultados das próprias ações.
Ninguém foge às leis que asseguram a harmonia do Universo.
Diante dos companheiros que consideres transviados, auxilia-os quanto possas. E onde não consigas estender braços de apoio, silencia e ora por eles.
Todos somos alunos na grande escola da vida.
Consideremos que toda escola afere o valor dos ensinos professados em tempo justo de exame.
Os irmãos apontados à apreciação dos júris públicos são companheiros em prova.
Hoje será o dia deles, entretanto, à possível que amanhã o nosso também venha a chegar.
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
ORAÇÃO DO ANO NOVO
Senhor Jesus!
Ante as promessas do ano que se inicia, não nos permitas que esqueçamos aqueles com aqueles com quem nos honraste o caminho iluminativo:
As mães solteiras, desesperadas, a quem prometemos o pão do entendimento;
As crianças delinqüentes que nos buscaram com a mente em desalinho;
Os calcetas que, vencidos em si mesmos, nos feriram e retornaram às nossas portas;
Os enfermos solitários, que nos fitaram, confiantes em nosso auxílio;
Os esfaimados e desnudos que chegaram até nossas parcas provisões;
Os mutilados e tristes, ignorantes e analfabetos, que nos visitaram, recordando-nos de Ti...
Sabemos, Senhor, o pouco valor que temos, identificamo-nos com o que possuamos intimamente, mas, contigo, tudo podemos e fazemos. Auda-nos a manter o compromisso de amar-Te, amando neles toda a familia universal em cujos braços renascemos.
*
"Seja o que for que peçais na prece, crede que obtereis e concedidos vos será o que pedirdes". Marcos: 11-24.
"Pela prece, obtem o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-l o em suas boas resoluções e a lhe inspirar idéias sãs". Evangelho Segundo O Espiritismo - Cap. XXVII - Item 11.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Espírito e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.
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